domingo, 23 de março de 2014

O IDIOTA



          Conta-se que, numa cidade do interior, um grupo de pessoas divertia-se com o idiota da aldeia: um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma, grande, de 400 RÉIS e outra, menor, de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei, respondeu o tolo, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
 
          Pode-se tirar varias conclusões dessa pequena narrativa.  
          A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
          A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
          A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
          Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
         


Um comentário:

  1. Olá Professor Pedro, boa tarde!

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