domingo, 1 de abril de 2018

NÃO ACABEM COM A CALIGRAFIA

NÃO ACABEM COM A CALIGRAFIA: Escrever à mão desenvolve o cérebro

NÃO ACABEM COM A CALIGRAFIA: Escrever à mão desenvolve o cérebro
NÃO ACABEM COM A CALIGRAFIA: Escrever à mão desenvolve o cérebro

Pediatra acredita que é preciso cuidado para que o mundo digital não leve embora experiências significativas que tem impacto no desenvolvimento das crianças

As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?
Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.
E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.
Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.
No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.

Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.
Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.
Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas.

Virginia Berninger

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.
Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.
Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.
Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.
“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.
Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.
Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.
Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.
Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.
O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação

Virginia Berninger

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.
Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.
“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”
 

quinta-feira, 15 de março de 2018

CRIANÇA MIMADA






Criança mimada é falta de educação, sim. E a culpa é dos pais

Resultado de imagem para criança mimada
 Uma geração de crianças “sem limites” está se formando. São filhos mimados e com baixa tolerância à frustração. Como os pais podem mudar essa situação?

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Mesmo que você não tenha filhos, provavelmente já presenciou cenas semelhantes: criança se jogando no chão e gritando porque não recebe o que quer na hora que está pedindo; criança gritando (e até batendo) nos pais porque não ganharam o que querem, na hora que querem; criança jogando comida no chão porque não é o que quer comer. Pois esse comportamento é de criança mimada e indica, sim, falta de educação.
Para a psicóloga Laurema Suckow de Castro uma geração de “crianças mimadas” está se formando por uma mudança social e até econômica. “O pais e as mães estão muito mais ausentes, trabalhando muito. As crianças ficam muito ligadas em aparelhos tecnológicos e tendo pouco contato com a família. Isso desencadeia um comportamento social sem muitos limites”, explica.
Limite aliás, é a palavra chave para lidar com uma criança mimada e também pode ser a “salvação” para esse tipo de comportamento. O problema, conforme analisa a psicóloga, é que a culpa dos pais acaba desencadeando um comportamento vicioso. Os pais não querem repreender a criança porque sentem culpa por não passar mais tempo com ela. Os filhos percebem essa culpa dos pais e usam ao seu próprio favor, testando limites e – também – a paciência.
“Uma criança mimada é uma criança que tem baixa tolerância à frustração. Não sabe ouvir um não e não consegue se comportar bem socialmente”, explica Laurema. Esse “não consegue” passa pela questão da criança saber que os pais não vão repreendê-la em um lugar público, por isso acaba colocando a família em situação constrangedora.
O que fazer nesses casos? Ser firme. Por mais que a culpa bata, os pais devem saber que os limites são essenciais na educação dos filhos e que são eles – os pais – que sabem o que é melhor para as crianças durante a infância. Isso significa saber se comportar durante um passeio e até comer o que os pais indicam, já que os adultos têm mais experiência para saber o que faz bem do que uma criança.
Parece lógico, mas muitos pais têm dificuldades em colocar limites nas crianças e terceirizam essa função, seja para a escola ou para especialistas. Laurema salienta que uma situação muito comum hoje em dia é os pais buscarem diagnósticos para criança, chamando-a de hiperativa ou mesmo buscando ajuda médica para lidar com um comportamento inadequado.
“Há diferenças grandes entre uma criança com alguma síndrome e uma criança sem educação, sem limites. Os pais não podem confundir. Na dúvida, é importante buscar orientação”, salienta Laurema.
O que fazer?
A psicóloga dá algumas dicas para lidar com crianças que estão fazendo birra ou manha constantemente. Confira:Tenha controle da situação. Lembre-se: quem sabe o que é melhor para as crianças são os adultos e não elas.
Seja firme. Não volte atrás em uma decisão. A criança precisa confiar e sentir-se segura com a decisão do adulto.
Não sofra. Saiba que dar limites é positivo para a criança. Uma criança mimada é manipuladora e sabe o “ponto fraco” dos pais. Não caia no jogo.
Fuja do consumismo. Não tente compensar o tempo que você passa fora com presentes. O que vale é a qualidade do tempo também, portanto, presentes, só em datas especiais.
Dê tarefas para que as crianças cumpram de acordo com a idade e maturidade delas. Estimule a independência.
Faça combinados e mantenha as regras. Antes de sair de casa para um passeio, lembre os acordos da família: nada de birra, manha ou pedir para comprar alguma coisa. Não dá para fazer tudo o que as crianças querem, isso prejudica um crescimento saudável!

 Publicado originalmente em: http://www.gazetadopovo.com.br

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

 REDAÇÃO E PORTUGUÊS

ATENÇÃO... Reserve as tardes de QUINTAS-FEIRAS...
Vamos aprimorar nossa capacidade de redigir...
Vamos melhorar nossa argumentação...
- INSCRIÇÕES pelos fones: 9 8650 2820 ou 9 9998 7209
INÍCIO DAS AULAS: 12 DE ABRIL

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

VONTADE DE ESCREVER



          ...  mas escrever sobre o quê?               


 Hoje acordei com vontade de escrever. Até aí, tudo bem. Acordei cedo, tomei meu café, limpei a piscina, afaguei com os netos, ajeitei algumas coisas e vim para a frente do computador. E agora? Sobre o que vou escrever?


               
Posso escrever sobre essas férias, com a presença dos netos - agitados, brincalhões, inquisidores, aprendizes, descobridores... Se um brinquedo estraga, quebra ou enguiça – “leva para o vô que ele conserta”, e o vô tem de dar um jeito, seja ele qual for, para não frustrar as esperanças do neto, nem que para isso tenha de usar de certos “artifícios”. Outro dia, um netinho trouxe um brinquedo totalmente destruído, falando, com um ar angelical: “Vô, quebrou, eu juntei todos os pedaços porque sei que tu podes arrumar.” E aí? O que fazer? Dessa vez, a sorte e a casualidade me ajudaram (ainda bem!). No dia anterior, passando numa loja de brinquedos, vi um brinquedo exatamente igual ao que estava destroçado. Mera coincidência, e adivinhem! Claro, não falei nada e, logicamente, lá fui eu... comprei um brinquedo novo e devolvi para o neto como se tivesse consertado o quebrado. O brilho dos olhinhos dele não há o que pague.
                É, mas não é sobre isso que quero escrever.

                Quem sabe escrevo sobre os 52 anos de magistério que estou completando? Sobre minhas experiências como professor. Sobre as escolas por onde passei: foram bastantes, particulares e públicas.  Sobre as pessoas que conheci, os alunos que se tornaram famosos e importantes: ministros, juízes, desembargadores, professores, médicos, dentistas, advogados, misses, apresentadores de televisão, repórteres, empresários e, até, políticos... Para falar sobre as experiências no magistério, seria necessário muito espaço, isso só para falar das coisas boas. Porém, haveria um grande espaço também para as coisas ruins, as frustrações, os sonhos desfeitos, os engodos pelos quais os professores passam, as falcatruas que sofrem, as promessas não cumpridas pelos gestores da Educação...
Hummm... acho bom não falar sobre isso...

De repente, posso escrever sobre minha experiência no Amazonas. Minha querida Manaus! Um sonho de criança: conhecer a maior floresta tropical do mundo. Desde pequeno, na escola primária ainda, a Hileia Amazônica me fascinava. O gigantesco rio Amazonas, o rio Negro, o rio Madeira, o rio Acre, o rio Branco, os igarapés, os igapós, o pirarucu, as onças... O majestoso, lindo, deslumbrante Teatro Amazonas... Confesso que, por muito tempo, tive aquela visão distorcida que geralmente quem é do sul tem sobre a região: índios, onças e árvores... Mas, depois de estudar mais detalhadamente a região, ainda no segundo grau, minha visão mudou... e muito... fazendo minha paixão aumentar. Depois de anos, acabei tendo a oportunidade de lá morar por algum tempo. E, morando lá, pude conhecer tudo isso e muito, muito mais. Roraima, Rondônia, Venezuela, Guiana... Algumas reservas indígenas como a Yanomami, a Waimiri-Atroari... alguns parques e reservas naturais...  Mas o que mais me fascinou foram as pessoas: um povo lindo, receptivo, caloroso... Apesar do calor, um povo que vive feliz, que trata as pessoas com urbanidade, apesar de ser, ainda, explorado por grupos remanescentes da velha “política do coronelismo”, do “carteiraço”, do poder econômico mandante...
Não... não é sobre isso que vou escrever...

Já sei, vou falar de política... Não... Não vale a pena. A sujeira, a bandalheira, a bandidagem é tão grande, que não vale a pena escrever sobre esse lixo. Vou dar minha opinião em outubro, com meu voto.

Essa indecisão me faz lembrar de tanta coisa ... e não chegar a lugar algum!  Vou pensar mais um pouco e, está decidido:  hoje, não vou escrever. Vou deixar para outro dia, quando a inspiração for mais generosa comigo... 

              Há algo para eu fazer imediatamente - vou lá dar um mergulho no mar com meus netos...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

... enfim, é NATAL!




"A fé é a força da vida. Se o homem vive é porque acredita em alguma coisa."





Desejo que esse Natal sirva para muitas pessoas repensarem e reavaliarem seus valores renovando sua própria fé - a fé em si mesmos, a fé nas pessoas, a fé na vida... enfim, e antes de tudo, a fé no aniversariante desta data...




                             UM FELIZ NATAL A TODOS