quinta-feira, 16 de março de 2017

COMPETÊNCIAS NA REDAÇÃO DO ENEM





DESVENDANDO AS COMPETÊNCIAS EXIGIDAS NA REDAÇÃO DO ENEM

A Redação, no Enem, vale 20% de toda a prova e é a única parte de todo o concurso que pede para o candidato mostrar sua habilidade de escrita. O restante das provas – as outras 4 áreas – é resolvido exclusivamente por questões objetivas de múltipla escolha.
O candidato deverá demonstrar, pelo menos, cinco competências em sua Redação que, na correção, correspondem a 200 pontos cada uma. Isso significa que se dissertação não apresentar uma delas, você terá 200 a menos. 



Vejamos cada uma das cinco competências que exigidas:

Competência 1 – Demonstrar domínio da escrita formal da Língua Portuguesa.
Nesse quesito, os avaliadores irão averiguar como o candidato distingue as diferenças entre a modalidade oral e a modalidade escrita da Língua Portuguesa. Como assim? Por essa competência, os corretores irão ver se o candidato não mistura as duas formas na sua Redação Enem e, além disso, se sabe empregar a modalidade correta para o Enem.
Na hora em que estiver escrevendo a sua Redação Enem, procure ser claro, objetivo e direto, além de usar um vocabulário diferenciado e rico. Fora isso, existem alguns requisitos básicos que precisam ser seguidos no texto dissertativo-argumentativo:
1 - Ausência de marcas de oralidade e de registro informal (como “aí”, “opa”, “supimpa”…)
2 - Precisão vocabular (use palavras dicionarizadas, nada de querer falar bonito e inventar palavras que nem existem)
3 - Obediência às regras gramaticais de:
    Concordância nominal e verbal (plural-singular ou feminino-masculino dos nomes, além dos verbos)
    Regência nominal e verbal
    Pontuação  
    Flexão de nomes e verbos
    Colocação de pronomes átonos  
    Grafia das palavras  
    Acentuação gráfica  
    Emprego de letras maiúsculas e minúsculas;
    Divisão silábica na mudança de linha (translineação).
Algumas inadequações do uso linguístico que serão penalizadas na Competência 1 da Redação são:
1 – Desvios mais graves:
– falta de concordância do verbo com o sujeito (com sujeito antes do verbo);
– períodos incompletos, truncados, que comprometem a compreensão;
– graves problemas de pontuação;
– desvios graves de grafia e de acentuação (letra minúscula iniciando frases e nomes de   
 pessoas e lugares);
– presença de gíria.

2 – Desvios graves:
– falta de concordância do verbo com o sujeito (com sujeito depois do verbo ou muito distante dele);
– falta de concordância do adjetivo com o substantivo;
– regência nominal e verbal inadequada (ausência ou emprego indevido de preposição);
– ausência do acento indicativo da crase ou seu uso inadequado;
– problemas na estrutura sintática (frases justapostas sem conectivos ou orações  subordinadas sem oração principal);
– desvios em palavras de grafia complexa;
– separação de sujeito, verbo, objeto direto e indireto por vírgula; e
– marcas da oralidade.

3 – Desvios leves:
– ausência de concordância em passiva sintética (exemplo: uso de “vende-se casas” em vez de “vendem-se casas”); e
– desvios de pontuação que não comprometem o sentido do texto.

Competência 2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Nessa competência, a banca verifica se o candidato entendeu o que a proposta de redação pede e, além disso, se consegue aplicar o seu conhecimento de mundo quando for redigir seu texto dissertativo-argumentativo.
Ou seja, segundo esse quesito, o aluno deve compreender, entender, saber o que a Redação Enem está pedindo que seja feiro. E mais: quando for escrever seu texto, deve também usar informações – os argumentos – que apreendeu, estudou ou captou durante a sua vida em diferentes lugares – na escola, em casa, vendo tevê, lendo jornal, revista, vendo filme, ouvindo música etc.
Portanto, siga algumas recomendações para a elaboração do texto:
a) leia com muita atenção a proposta da Redação e os textos motivadores para entender bem o que está sendo solicitado;
b) evite ficar preso a ideias desenvolvidas nos textos motivadores, porque foram apresentados apenas para despertar uma reflexão sobre o tema e não para limitar sua criatividade;
c) não copie trechos dos textos motivadores. Lembre-se de que eles foram apresentados apenas para despertar seus conhecimentos sobre o tema.
d) reflita sobre o tema proposto para decidir como abordá-lo, qual será seu ponto de vista e quais os  argumentos que vai utilizar para defendê-lo;
e) reúna todas as ideias que lhe ocorrerem sobre o tema, procurando organizá-las em uma estrutura coerente para usá-las no desenvolvimento do seu texto;
f) desenvolva o tema de forma consistente, de modo que o leitor possa acompanhar o seu raciocínio facilmente, o que significa que a progressão textual deve ser fluente e articulada com o projeto do texto;
g) lembre-se de que cada parágrafo deve desenvolver um tópico frasal e conter, no mínimo dois períodos;
h) examine, com atenção, a introdução e a conclusão para ver se há coerência entre o início e o fim;
i) utilize informações de várias áreas do conhecimento, demonstrando que está atualizado em relação ao que acontece no mundo;
j) evite recorrer a reflexões previsíveis, que demonstram pouca originalidade no desenvolvimento do tema proposto;
k) mantenha-se dentro dos limites do tema proposto, tomando  cuidado para não se afastar do seu foco, ou seja, fugir total ou parcialmente do tema. Esse é um dos principais problemas identificados nas redações.
Para atender às exigências do texto dissertativo-argumentativo da Redação Enem deve-se:
1 - Apresentar uma tese (ideia) e as justificativas (argumentos) que defendam o seu ponto de vista;
2 - Utilizar estratégias argumentativas – são recursos que podem ser utilizados para desenvolver os argumentos que comprovem a tese, tais como: exemplos, dados estatísticos, pesquisas, fatos comprováveis, citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto, alusões históricas e comparações entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos.

Competência 3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
 O importante nessa competência é a capacidade de compreensão e interpretação acerca do tema proposto e de habilidade de argumentar a tese defendida. Como o próprio título da competência diz, é preciso saber: “Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista”. Tudo isso de forma coerente e inteligível. O leitor precisa entender o e ser levado a refletir a respeito das ideias nele apresentadas.
Simplificando: o texto deve ser montado coerentemente, de forma lógica, sem confusão, para que a opinião apresentada seja entendida na hora de corrigir. Além disso, o candidato não pode “ficar em cima do muro” em relação ao tema: deve defender seu ponto de vista, como a própria competência diz.
A inteligibilidade de um texto depende da relação lógica entre as partes do texto, criando uma unidade entre todas as partes; precisão vocabular; da apresentação das ideias de forma lógica e da adequação entre o conteúdo do texto e o mundo real.

Competência 4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
Todo texto é um encadeamento lógico de ideias. Cada parágrafo deve estabelecer relação com os anteriores, mesmo que a ideia seja nova. Para que isso ocorra com fluidez, é preciso ter conhecimentos dos recursos linguísticos que garantam a continuidade de um parágrafo ao outro, gerando um texto coeso. A competência 4 avaliará tudo isso: estruturação dos parágrafos, estruturação dos períodos e referenciação.
Recomendam-se, para a Competência 4, estratégias de coesão para se referir a elementos que já apareceram anteriormente no texto:
a) substituição de termos ou expressões por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, advérbios que indicam localização, artigos;
b) substituição de termos ou expressões por sinônimos, antônimos, hipônimos, hiperônimos, expressões resumitivas ou expressões metafóricas;
c) substituição de substantivos, verbos, períodos ou fragmentos do texto por conetivos ou expressões que resumam e retomem o que já foi dito;
d) elipse ou omissão de elementos que já tenham sido citados anteriormente ou sejam facilmente identificáveis.
Cuidar para não cometer os seguintes erros:
a) frases fragmentadas que comprometam a estrutura lógico-gramatical;
b) sequência justaposta de ideias sem encaixamentos sintáticos, reproduzindo hábitos da oralidade;
c) frase com apenas oração subordinada, sem oração principal;
d) emprego equivocado do conector (preposição, conjunção, pronome relativo, alguns advérbios e locuções adverbiais) que não estabeleça relação lógica entre dois trechos do texto e prejudique a compreensão da mensagem;
e) emprego do pronome relativo sem a preposição, quando obrigatória;
f) repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua (pronome, advérbio, artigo, sinônimo).

Competência 5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
A última competência exigida avaliará a proposta de intervenção na vida social. Lembrando que a proposta deve contemplar cada ponto abordado na argumentação, mantendo uma relação direta com a tese desenvolvida e coerência com os argumentos utilizados. A coerência será um dos aspectos decisivos na avaliação. A proposta precisa, ainda, respeitar os direitos humanos como: cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural.
Uma dica importante é, antes de ser elaborada a proposta, responder a essas duas perguntas: O que é possível fazer? A proposta que pretendo fazer é viável? Não se deve sugerir algo vago, geral.  Estabeleça uma proposta concreta.
O ideal é que se apresente e a proposta, ou solução, na conclusão. Use a introdução para apresentar o problema/tema. Use o desenvolvimento para mostrar os argumentos/informações sobre o problema/tema e in dique, na conclusão, a intervenção, a solução, a proposta para o problema/tema.
Serão avaliados os seguintes critérios:
a) presença de proposta x ausência de proposta;
b) proposta explícita x proposta implícita;
c) proposta com detalhamento dos meios para sua realização x proposta sem o detalhamento dos meios para sua realização.
Mas, como assim “meios”? Sim, é isso mesmo, além de você apresentar uma solução VIÁVEL para o problema levantado na Redação, também devem ser apresentados os meios para que a solução seja possível. Não adianta escrever que todo mundo deve receber o mesmo salário no Brasil, quando o tema for o problema da pobreza, porque isso não vai funcionar. Melhor pensar direito, refletir e demonstrar uma proposta cabível no cenário atual.

(Texto adaptado de https://blogdoenem.com.br/redacao-enem-competencias/)

quinta-feira, 2 de março de 2017

CURSO DE REDAÇÃO



Curso  de REDAÇÃO
com  REVISÃO de
 LÍNGUA PORTUGUESA

Prof. PEDRO AUGUSTO FURASTÉ



Quintas-feiras – das 14h às 16h


        Início das aulas 16 de março

Av. Protásio Alves, 2302/201
Inscrições:  3207 5708

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

VOCÊ SABIA QUE...



 


      ... o singular de VARIZES é VARIZ ?


       As VARIZES são veias dilatadas e deformadas surgem ao longo das pernas e podem causar inchaço e dor. Sua ocorrência é mais comum em pessoas que necessitam ficar em pé por longos períodos.
     VARIZES é uma palavra muito usada no plural. 
     Você sabia que ela tem singular? E que esse singular é VARIZ, com -Z no fim.

     O plural de palavras terminadas em –Z é feito com o acréscimo de  -ES no final.
ARROZ – ARROZES;                        NARIZ – NARIZES;            
GIZ –GIZES;                                       GRAVIDEZ - GRAVIDEZES;            
NOZ – NOZES;                                   VOZ – VOZES;      
MATRIZ – MATRIZES;                     MOTRIZ - MOTRIZES                      

domingo, 5 de fevereiro de 2017

EU NÃO AJUDO MINHA ESPOSA

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Certa feita, um amigo veio até minha casa tomar um café, sentamos e ficamos conversando, enfim, falando sobre a vida. Num certo ponto da conversa, eu disse: “Espere, vou lavar os pratos e volto num instante”.
Ele olhou para mim como se eu lhe tivesse dito que ia construir um foguete espacial. E disse, com admiração, mas um pouco perplexo: “Ainda bem que você ajuda a sua mulher, eu não ajudo porque, quando eu faço, a minha mulher não elogia. Ainda na semana passada lavei o chão e ... nem um obrigada.”Voltei a sentar-me com ele e expliquei que eu não "ajudo" a minha mulher. Que, na verdade,  a minha mulher não necessita de ajuda, ela tem necessidade de um companheiro. Eu sou um sócio em casa e por via dessa sociedade as tarefas são divididas, não se trata certamente de uma "ajuda" com as tarefas de casa.
Eu não ajudo a minha mulher a limpar a casa porque eu também vivo aqui e é necessário que eu também a limpe.
Eu não ajudo a minha mulher a cozinhar porque eu também quero comer e é necessário que eu também cozinhe.
Eu não ajudo a minha mulher a lavar os pratos depois da refeição porque eu também uso esses pratos.
Eu não ajudo a minha mulher com os filhos porque eles também são meus filhos e é minha função ser pai.
Eu não ajudo a minha mulher a lavar, estender ou dobrar as roupas, porque a roupa também é minha e dos meus filhos.
Eu não sou uma ajuda em casa, eu sou PARTE da casa. E no que diz respeito a elogiar, perguntei ao meu amigo quando é que foi a última vez que, depois da sua mulher acabar de limpar a casa, tratar da roupa, mudar os lençóis da cama, dar banho em seus filhos, cozinhar, organizar, etc., ele lhe tinha dito obrigado?
Mas um obrigado do tipo: Uau, querida!!! Você é fantástica!!!
Isso te parece absurdo? Está te parecendo estranho? Quando você, uma vez na vida, limpou o chão, você esperava no mínimo um prêmio de excelência com muita glória… Por quê? Nunca pensou nisso, amigo?
Talvez porque, para você, a cultura machista tenha mostrado que tudo seja tarefa dela.
Talvez você tenha sido ensinado que tudo isto deva ser feito sem que você tenha de mexer um dedo? Então elogie-a como você queria ser elogiado, da mesma forma, com a mesma intensidade. Dá uma mão, COMPORTE-SE COMO UM VERDADEIRO COMPANHEIRO, NÃO COMO UM HÓSPEDE que só vem comer, dormir, tomar banho e satisfazer as necessidades sexuais… Sinta-se em casa. Na SUA casa.
A mudança real da nossa sociedade começa em nossas casas, vamos ensinar aos nossos filhos e filhas o real sentido do companheirismo!