quinta-feira, 25 de outubro de 2018

UMA AULA DE CRASE


                                C   R   A   S   E

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CRASE é um fenômeno em que ocorre a fusão de dois sons vocálicos iguais num só. O acento que se coloca sobre o a chama-se acento grave e serve para indicar que ali ocorreu uma fusão de dois sons vocálicos, uma crase. Geralmente é a fusão de um artigo (a) com uma preposição (a), ou um pronome (aquele, aquela, aquilo).      
                                           Por essa razão, só ocorre diante de nomes femininos.
 
   CASOS   EM   QUE   NÃO   EXISTE   CRASE:

1.   Diante de nome masculino.
O formando escreveu sua dissertação a lápis.

2.   Diante de verbo.
Ela pôs-se rapidamente a escrever tudo que lembrava.

3.   Diante de artigo indefinido.
O médico encaminhou o doente a uma clínica especializada.

4.   Diante de pronomes pessoais, demonstrativos e indefinidos.
A babá entregou o filho a ela sem titubear.
Nunca mais voltaremos juntos a esta cidade.
Não devo explicações a ninguém dessa sala.

5.   Diante de expressões de tratamento (exceto Senhora, Senhorita, Madame e Dona).
Enviou circular a Sua Excelência comunicando o resultado da reunião.
Porém: Dirigiu-se à Dona Marília com todo o respeito.
            Comunicou à Senhorita sua vontade de contratá-la.
            Pediu à Madame Sinclair que voltasse logo.   
            Sempre se refere à Senhora com muita saudade.                

6.   Depois de preposição.
Compareceu perante a diretoria para solucionar o caso.

7.   Com locuções formadas por palavras repetidas:
Ficaram face a face com o inimigo que tanto temiam.

8.   Diante de palavra no plural, estando o “a” no singular.
Dirigimo-nos a pessoas interessadas no desenvolvimento do projeto.

9.   Diante da expressão Nossa Senhora e nomes de Santas.
         Pedirei a  Nossa Senhora que cuide de nós durante o passeio.

CASOS   EM   QUE   A   CRASE   É   FACULTATIVA

1.   Diante de nome próprio feminino.
Mandarei flores à Marília no dia de seu aniversário.
Mandarei flores a Marília no dia de seu aniversário.

2.   Diante de pronome adjetivo possessivo feminino singular.
Telefonou à  sua namorada para avisar do encontro.
Telefonou a  sua namorada para avisar do encontro.

3.   Depois de preposição ATÉ.
Voltaremos, certamente, até à tarde de domingo.
Voltaremos, certamente, até a tarde de domingo.
 

CASOS   ESPECIAIS   DO   USO   DA   CRASE

1.   Quando se subentende a palavra que provocaria crase, a crase permanece.
Aquela senhora usou um modelo à Clodovil no casamento.
Referiu-se à produção de leite e não à de açúcar.

2.   Diante da palavra casa, só haverá crase se estiver determinada.
Depois das atividades, todos foram à casa da colega para jantar.
Depois das atividades, todos foram à casa da esquina para jantar.
Depois das atividades, todos foram à casa amarela para jantar.

3.   Diante da palavra terra não há crase quando for o oposto de bordo.
     Os marinheiros desceram a terra para fazer compras.
mas:  Nas férias vou à terra de meus avós. -
             (nesse caso não está significando o oposto de bordo)

4.   Diante de numeral, crase apenas quando se referir a horas.
O ônibus com os lobinhos chegará às 8h e o dos escoteiros, às 9.

5.   Diante da palavra distância, crase somente se indicar distância exata.
    A barraca foi armada à distância de 50m do rio.
mas: A barraca foi armada a distância razoável do rio.

6.   Crase em todas as locuções formadas por palavras femininas.
Às vezes, às escuras, realizam-se diversas cerimônias.
À medida que o tempo passa, ela fica mais elegante.
À noite, todos os gatos são pardos.

7.   Os demonstrativos àquele, àquela, àquilo são craseados sempre que puderem ser trocados por a este, a esta, a isto, respectivamente (o sentido da frase pode alterar, mas deve-se preservar a sua estrutura).
Dirigiu-se àquele lugar sabendo o que estava por acontecer.
Sempre se refere àquilo com desdém.
Entregue os documentos àquela secretária que está na sala ao lado.


ALGUNS   TRUQUES   PARA   DESCOBRIR   SE   EXISTE   CRASE:

Para termos certeza da presença do fenômeno da crase, podemos usar alguns truques que nos dirão se ela ocorre ou não:

  1º TRUQUE  

Troca-se a palavra feminina por outra que seja masculina e que tenha sentido aproximado: se, depois da troca, surgir ao, na frente da palavra masculina, com certeza, existe crase na frente da feminina.

Referiram-se à excursão com orgulho.  (Referiram-se ao passeio com orgulho.)
Coloque esse documento anexo à petição. (Coloque esse documento anexo ao pedido.)


  2º TRUQUE

Troca-se o  a  por para a,  na,  pela,  da.  Se a troca não alterar o sentido da frase, certamente existe crase.

Pediu à chefia autorização para acampar.   (Pediu para a chefia autorização para acampar).
Eles ficaram esperando junto à barraca.   (Eles ficaram esperando junto da barraca.)


  3º TRUQUE

Quando o a estiver na frente de um nome de lugar, usa-se o seguinte esquema mental: devemos pensar no lugar em questão e imaginar que estamos indo para lá e, depois, voltando de lá:
Quando se pensa:
·    Se vou a ....... e volto da ...... : crase no A.        -       ou seja: existe crase.
·    Se vou a ....... e volto de ...... : crase por quê?  - ou seja: não existe crase.

Veja: O seu sonho é viajar à França e a Portugal.  
         Façamos o raciocínio:
         Vou à França      e  volto   da  França    - então, crase no A.
  Vou a Portugal   e  volto   de  Portugal  - então, crase por quê?
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    A  CRASE   E   O   PRONOME   RELATIVO


A rigor, só existe a possibilidade de crase diante dos pronomes relativos   a qual  e  as quais.
         A pessoa à qual devo meus sinceros agradecimentos já saiu.
         As jovens às quais serão prestadas as homenagens já estão aqui.

Se houver, porém, uma palavra subentendida diante do relativo e essa palavra provocaria crase, então, a crase permanecerá:

          Refiro-me à menina que saiu  e não à que voltou.
Subentende-se:
          Refiro-me à menina que saiu  e não à (menina) que voltou.

Veja-se que, via de regra, se descobre a presença da crase quando se aplica o primeiro dos truques vistos acima:

         A pessoa à qual devo meus sinceros agradecimentos já saiu.
              O homem ao qual devo meus sinceros agradecimentos já saiu.
                       
         As jovens às quais serão prestadas as homenagens já estão aqui.
              Os jovens aos quais serão prestadas as homenagens já estão aqui.
                       
         Refiro-me à menina que saiu  e não à que voltou.
         Refiro-me ao menino que saiu e não ao que voltou.


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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

SOBRE MULHERES...


Declaração de gênero sob a ótica masculina


Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual.
Isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. 
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas.... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
 Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. Inventada para que as mulheres a usem. Usem então! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais longos, melhor. Para andar com os cabelos curtos, bastam os nossos. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... Que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa, logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde. Entendam de uma vez! Trate de agradar a nós e não a vocês. Porque nunca terão uma referência objetiva do quanto são lindas, dita por uma mulher.
Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... Mas as de 40 para cima são verdadeiros pratos fortes. 
Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... Cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto, uma mulher de 40, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se autodestruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que, quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboreia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
 Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em SPA.
 Viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados, e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesáreas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
 Cuidem-se!
 Amem-se!
 A beleza é tudo isto. Tudo junto!



 (DESCONHEÇO O AUTOR)