Ninguém nega o valor da educação
e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons
professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam
professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro,
difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem
sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e
responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua
apaixonada pelo seu trabalho. A data é um convite para que todos, pais, alunos,
sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas
demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o
convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante
dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas
“galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela,
tampouco, a sociedade muda.
domingo, 13 de outubro de 2013
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
PALAVRAS AOS FORMANDOS DO CEAV/2012
A educação em nosso país está, todos
os dias, caminhando por uma estrada perigosa, perigosa demais. Por um lado,
vemos estatísticas animadoras, com números que demonstram uma situação bastante
positiva; por outro lado, analisando a realidade escolar que temos a nosso
redor, aqui no Amazonas e de resto em todo o país, inclusive, e especialmente,
nos grandes centros, vemos uma realidade completamente diferente da demonstrada
nessas estatísticas, não apenas no ensino público, mas também no ensino privado,
a ponto de termos alunos semianalfabetos ingressando em faculdades, e, o que é
pior, formando-se em algumas delas.
Meus queridos afilhados, meus queridos alunos, uma grande responsabilidade, nesse instante, recai sobre nós enquanto escola e sobre os seus ombros, enquanto partícipes de uma nova realidade a partir de hoje. Essa responsabilidade, para nós, escola, é muito grande: tivemos de alcançar resultados em nossas tarefas, tivemos metas a cumprir, planejamentos a serem seguidos, tivemos de confrontar o aproveitamento que promovemos e aquele que realmente obtivemos, especialmente no que diz respeito às bases fundamentais de cada competência desenvolvida. Tivemos, e temos, de mostrar que não fazemos parte dessas estatísticas fantasiosas e, muitas vezes, mentirosas, “fabricadas” simplesmente para constar no papel, mas que somos verdadeiramente capazes de atingir nossos propósitos. Já, vocês, em particular, têm de demonstrar, a partir de agora, que estão verdadeiramente capacitados, que vocês verdadeiramente conquistaram o saber, e não apenas se apropriaram temporariamente dele; que vocês são verdadeiramente donos de um saber que foi adquirido com o tempo, de um saber apreendido enquanto cresciam e amadureciam como nossos alunos.
Meus queridos afilhados, meus queridos alunos, uma grande responsabilidade, nesse instante, recai sobre nós enquanto escola e sobre os seus ombros, enquanto partícipes de uma nova realidade a partir de hoje. Essa responsabilidade, para nós, escola, é muito grande: tivemos de alcançar resultados em nossas tarefas, tivemos metas a cumprir, planejamentos a serem seguidos, tivemos de confrontar o aproveitamento que promovemos e aquele que realmente obtivemos, especialmente no que diz respeito às bases fundamentais de cada competência desenvolvida. Tivemos, e temos, de mostrar que não fazemos parte dessas estatísticas fantasiosas e, muitas vezes, mentirosas, “fabricadas” simplesmente para constar no papel, mas que somos verdadeiramente capazes de atingir nossos propósitos. Já, vocês, em particular, têm de demonstrar, a partir de agora, que estão verdadeiramente capacitados, que vocês verdadeiramente conquistaram o saber, e não apenas se apropriaram temporariamente dele; que vocês são verdadeiramente donos de um saber que foi adquirido com o tempo, de um saber apreendido enquanto cresciam e amadureciam como nossos alunos.
Muito já se falou sobre o nível do
ensino no país, muito ainda se fala. Muito se comenta sobre a calamitosa
situação em que está mergulhado o ensino. Muitos levantam o problema, mas
poucos apontam soluções.
Felizmente ainda encontramos, por todo
esse país, profissionais do ensino, professores, educadores e funcionários
abnegados e comprometidos, que dão o seu melhor, que dão seu suor, que dão seu
sangue e, alguns, até comprometem sua saúde e sua vida pessoal para que seus
alunos apreendam, não só o conteúdo das disciplinas que ministram, mas também
sua aplicabilidade e seu alcance social, que dão lições, não só do conteúdo
programático, mas também lições de vida. Aqui, no Amazonas, por esse imenso
interior por onde tive o privilégio de andar; aqui em Manaus, nas escolas pelas
quais eu passei, lecionando ou apenas palestrando, conheci muitos desses
professores. Conheci também escolas primorosas, muito bem equipadas, com ótima logística
e infraestrutura e com perfeitas condições para o desenvolvimento de um belo e
produtivo trabalho.
Porém, nem tudo são flores.
Por todo esse Brasil, encontramos algumas
falhas graves – algumas falhas estruturais e, infelizmente, muitas falhas
humanas. Vimos escolas, poucas, é verdade, onde a lousa era a própria parede da
sala, mesas quebradas, cadeiras improvisadas, onde não havia sequer uma biblioteca
– tecnologias como a Internet e meios eletrônicos, redes sociais, nem pensar, ou,
quando pensada, equipamentos de última geração amontoados em escolas de regiões
onde não há sinal de Internet disponível.
Encontramos igualmente bons e maus profissionais. Encontramos, inclusive,
algumas pessoas absolutamente desequilibradas, e algumas desqualificadas,
exercendo funções e ocupando cargos que deveriam servir para auxiliar o
processo de ensino-aprendizagem – ou seja, que deveriam dar suporte a
professores e alunos – professores e alunos que são o núcleo básico da
existência de uma escola – mas que fazem exatamente o oposto – mais
atrapalhando que ajudando, alguns com nítido objetivo de obter promoção pessoal
ou massagear seu próprio ego, invertendo totalmente os papéis, subvertendo os
organogramas mais elementares, o que nos faz lembrar, obrigatoriamente, as
palavras de Rui Barbosa que nos dizia:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto
ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos
maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha
de ser honesto.”
Achamos muitos cargos e funções sem
préstimo algum, falhas na conexão e na tessitura organizacional, amadorismo, favoritismos,
irresponsabilidade social, ética e moral. Presenciamos tentativas de se ter uma
cultura empresarial numa realidade emocional e ainda paternalista, emoção no
lugar da razão, sem fazer menção à falta de comprometimento de alguns de nossos
gestores que esquecem a educação e visam tão somente ao lucro. Não posso deixar
de mencionar também uma outra situação, o fato de que alguns pais, felizmente
poucos, deveriam ser lembrados que, quando enviam seus filhos à escola, eles –
os filhos – devem levar obrigatoriamente, junto com o material escolar, a
educação que recebem em casa. Enfim, encontramos vários entraves que fazem a
Educação ser o que é – esse caos. Em contrapartida, felizmente, o grande Machado
de Assis nos apontou uma possibilidade de reverter essa situação, quando disse:
"A arte de viver consiste em tirar o
maior bem do maior mal." Na vida, chega um tempo em que a gente
aprende que ninguém nos decepciona. Se isso acontece, é porque nós colocamos
expectativas demais sobre determinadas pessoas. Cada um é o que é e oferece
aquilo que tem e pode oferecer.
Mas, felizmente, no meio de todo esse caos – cá estamos nós, nós
enquanto instituição; cá estão vocês, o resultado de nosso trabalho. Cá estamos
nós, profissionais que fizemos, e bem feita, nossa parte; cá estão vocês que também
fizeram, e muito bem, a sua parte - trilharam seu caminho em meio a essas
turbulências todas, venceram obstáculos, galgaram posições, cresceram como
pessoas, aperfeiçoaram-se como seres humanos - ricas pessoas, lindos seres
humanos.
Queridos afilhados, queridos alunos,
em meus mais de 45 anos de profissão – sempre dentro de uma sala de aula – tive
oportunidade de conhecer e conviver com muitas pessoas, tive milhares de
alunos, nos mais diversos níveis - na verdade, excetuando-se o ensino infantil,
atuei em todos os outros. Vi passarem pela minha frente, jovens ambiciosos, adolescentes
sonhadores, adultos obstinados. Com todos eles, muito aprendi. E uma das coisas
mais importantes que aprendi foi a interessante relação de amor e ódio que
permeia, muitas vezes, nossa caminhada. Das reações mais simples às mais exageradas,
das mais sinceras às mais fantasiosas.
Um escritor alemão, Hermann Hesse,
disse certa vez: "A trajetória de
nossa vida pode parecer definitivamente marcada por certas situações. Nossa
vida, entretanto, conserva sempre todas as possibilidades de mudança e
conversão que estiverem ao nosso alcance. E tais possibilidades são tanto
maiores, quanto mais abrigarmos em nós de infância, de gratidão e principalmente
de capacidade de amar."
Meus queridos, percebemos, hoje em dia, por onde andamos, uma grave doença
social - a falta de amorosidade, um medo
coletivo de amar. Li, em algum lugar, não lembro onde, que “A sensação que nos causa o medo de amar dura alguns segundos, mas a
sensação de alguns segundos de amor pode durar a vida toda.” Entretanto, para
amar, é preciso um pré-requisito importante, é preciso que o ser humano, antes
de tudo, aprenda a crer, aprenda a acreditar. – crer, acreditar em si mesmo.
Acreditar que tem capacidade, que tem condições, que pode realizar seus sonhos.
Paulo Freire já nos dizia que “o homem
que detém a crença em si mesmo é capaz de dominar os instrumentos de ação à sua
disposição.” Exatamente, precisamos ter fé, precisamos ter fé em nós
mesmos, precisamos aprender que a fé, a crença em nós mesmos pode nos dar o que
precisamos. “Quem sabe faz a hora, não
espera acontecer” e para fazermos acontecer, é preciso definir com clareza
as crenças que governam nossas vidas.
Em nossa relação, aqui, com vocês, eu fui
muito feliz; vivenciei algumas das mais belas demonstrações de amor, de
carinho, de superação: em alguns de vocês, entre vocês, colegas, entre vocês alunos
e seus professores e funcionários. Posso dizer que fecho com chave de ouro
minha carreira. Vou me aposentar de vez e levo no meu coração cada um de vocês.
Como disse Saint Exupèry: "Aqueles
que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós." Trago, novamente, palavras de Paulo Freire, que
nos diz que “Quem ensina, aprende ao
ensinar e quem aprende, ensina ao aprender.”
Ao ir embora, eu estou levando muito
de vocês, podem acreditar, eu estou levando todo amor que recebi de vocês, e
deixo-lhes a gratidão por ter recebido de vocês algumas das mais valiosas
lições de vida. Parodiando Roberto Carlos, se
chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi aqui com vocês... e
não foram poucas....
Para finalizar, deixo com vocês a
mensagem de Charles Chaplin: “Lute com
determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito curta para ser
insignificante.”
Vão, meus queridos, vivam suas vidas,
amem e sejam felizes.
Ah! E não me aplaudam, porque, nesse instante, eu quero
aplaudir vocês.
Falei.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
REVOLUÇÃO FARROUPILHA
Saga Farrapa marcou o Rio Grande
As comemorações da Revolução Farroupilha - o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais - relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.
A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-rio-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.
As comemorações do Movimento Farroupilha, que até 1994 restringiam-se ao ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e ao feriado municipal em algumas cidades do Interior, ganharam mais um incentivo a partir do ano 1995. Definida pela Constituição Estadual com a data magna do Estado, o dia 20 de setembro passou a ser feriado. O decreto estadual 36.180/95, amparado na lei federal 9.093/95, de autoria do deputado federal Jarbas Lima (PPB/RS), especifica que "a data magna fixada em lei pelos estados federados é feriado civil".
Eu quero andar nas coxilhas sentindo as flexilhas das ervas do chão.
Ter os pés roseteados de campo, ficar mais trigueiro com sol de verão…
Fazer versos, cantar as belezas desta natureza sem par…
E mostrar para quem quiser ver o lugar para viver sem chorar!
É o meu Rio Grande do Sul. Céu, sol, sul, terra e cor.
Onde tudo o que se planta cresce e o que mais floresce é o amor…
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
ESQUEMA DA ACENTUAÇÃO NO ACORDO ORTOGRÁFICO
Nosso alfabeto ganha três letras. K W Y . Mas o seu uso permanece o mesmo.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
Ditongos abertos ÉI e ÓI perdem o acento em palavras que não sejam oxítonas.
| Antes | Depois |
| idéia, jóia, geléia, jibóia... | Ideia, joia, geleia, jiboia |
I e U, tônicos, que vierem depois de ditongos perdem o acento em palavras paroxítonas.
| Antes | Depois |
| Guaíba, baiúca, bocaiúva, feiúra | Guaiba, baiuca, bocaiuva, feiura |
As Terminações -ÔO(s) e –ÊEM perdem seus acentos.
| Antes | Depois |
| voo(s), enjoo(s), lêem, vêem, crêem | voo(s), enjoo(s), leem, veem, creem |
Os acentos diferenciais permanecem apenas em duas palavras: PÔR e PÔDE
| Antes | Depois |
| pára, pólo, pôlo, póla, pôla, côa, pêlo, pélo, péla, pélas, pêra | para, polo, pola, coa, pelo, pela, pelas, pera |
ACENTOS - 5
Formas verbais TÊM e VÊM (dos verbos TER e VIR), na terceira pessoa plural do presente do indicativo permanecem com seus acentos.
ACENTOS - 6
O acento agudo e o trema do U pronunciado nos grupos QUE, GUE, QUI, GUI desaparecem.
| Antes | Depois |
| averigúe, averigüei, tranqüilo, sangüíneo | averigue, averiguei, tranquilo, sanguíneo |
O Trema permanence apenas em nomes estrangeiros e seus derivados.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
PARAOLIMPÍADAS / PARALIMPÍADAS
"A mudança no nome foi feita em novembro do ano passado. A ideia foi uniformizar nome usado nos outros países de língua portuguesa.
Até sua última edição, em 2008, as
Paralimpíadas, jogos esportivos envolvendo pessoas com algum tipo de deficiência,
eram chamadas no Brasil de Paraolimpíadas. No entanto, em novembro do ano
passado, durante o lançamento da logomarca dos Jogos Paralímpicos de 2016, no
Rio, o nome dos jogos perdeu a letra “o” e passou a ser chamado de
Paralimpíadas a pedido do Comitê Paralímpico Internacional.
A intenção foi igualar o nome ao uso de todos os outros países de língua
portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e
Príncipe e Timor Leste, onde já se usava o termo Paralimpíadas. Além disso, a
palavra "olimpíadas" é referente à outra organização esportiva, o
Comitê Olímpico Internacional. A palavra vem do inglês "paralympic",
que mistura o início do termo "paraplegic" e com o final de
"olympics" para designar o atleta paralímpico."
(Fonte: G1.globo.com
VESTIBULAR E EDUCAÇÃO)
Assinar:
Postagens (Atom)



