sexta-feira, 1 de abril de 2011

AZULZINHOS ou AZUIZINHOS ?


PLURAL DOS DIMINUTIVOS

Quando se quer colocar no plural uma palavra que esteja no diminutivo, há todo um processo a ser desenvolvido. Não se trata apenas de acrescentar um “S” no final da palavra.

Para passar uma palavra que esteja no diminutivo para o plural, primeiramente devemos colocar essa palavra no grau normal; em seguida, põe-se essa palavra no plural; depois, então, troca-se o “S” final por –ZINHOS ou -ZINHAS.

Exemplos:

diminutivo
grau normal
plural
troca S por -ZINHOS OU ZINHAS
papelzinho
anelzilnho
pãozinho
farolzinho
mulherzinha
colherzinha
florzinha
anzolzinho
barzinho
carretelzinho
coraçãozinho
balãozinho
colarzinho
papel
anel
pão
farol
mulher
colher
flor
anzol
bar
carretel
coração
balão
colar
papéis
anéis
pães
faróis
mulheres
colheres
flores
anzóis
bares
carretéis
corações
balões
colares
papeizinhos
aneizinhos
pãezinhos
faroizinhos
mulherezinhas
colherezinhas
florezinhas
anzoizinhos
barezinhos
carreteizinhos
coraçõezinhos
balõezinhos
colarezinhos



Portanto, seguindo esse mesmo raciocínio, qual o plural de AZULZINHO?

Vejamos:


   azulzinho    -      azul     -     azuis     -     azuizinhos

Portanto:
                  A Z U I Z I N H O S


Mas, infelizmente, não é o que vemos (ou lemos) por aí...

domingo, 27 de março de 2011

HISTORINHA ou HISTORIAZINHA ?

Esclarecendo para aqueles alunos que me interpelaram para saber, eis a explicação:
De acordo com a Gramática Oficial Padrão da Língua Portuguesa, as palavras PAROXÍTONAS que terminam em ditongo fazem o diminutivo acrescentando o sufixo -ZINHO.
A linguagem popular, portanto, a línguagem coloquial, aquela que não se orienta pelo PADRÃO, difundiu formas diferentes para esses diminutivos...

Então temos, oficialmente:

HISTÓRIA - HISTORIAZINHA
CÁRIE - CARIEZINHA
COLÉGIO - COLEGIOZINHO
PÁTIO - PATIOZINHO
SÉRIE - SERIEZINHA
RADIO - RADIOZINHO
É isso...
Abraços

sexta-feira, 25 de março de 2011

HISTORIAZINHA INTERESSANTE

Encontrei na Internet uma historiazinha que nos faz pensar. Não havia indicação de autoria.  Ei-la:

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura o menino perguntou:
- Vovó, você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".


 


"Segunda qualidade: de vez em quando, eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."




"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".






"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."






"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".




Um abraço a todos

terça-feira, 22 de março de 2011

A PALAVRA SE


A palavra SE pode ser:

1. Pronome Apassivador (partícula apassivadora):
     Indica que o sujeito recebe a ação expressa pelo verbo, que o sujeito é paciente. É característico da Voz Passiva Pronominal. Reconhece-se passando para a Voz Passiva Analítica:
       Vendem-se flores.                  (Flores são vendidas.)            
       Discutem-se os projetos.         (Projetos são discutidos.)
       Dão-se aulas de português.   (Aulas de português são dadas.)

2. Índice de Indeterminação do Sujeito:
     Aparece em frases com sujeito indeterminado (verbo na terceira pessoa).
     Não aceita voz passiva analítica.
         Precisa-se de auxiliares.
         Vive-se em paz aqui.
         Respondeu-se ao anúncio.
         Trabalhou-se com prazer.

3. Pronome Reflexivo:
     Indica que o sujeito da oração está praticando e sofrendo a ação verbal.
     Pode, também, indicar reciprocidade.
         O bandido matou-se.
         Considerou-se culpado.
         Aluno e professor abraçaram-se.
         A criança distraía-se com o micro.


4. Parte integrante do verbo (verbos pronominais):
         suicidar-se           orgulhar-se           atrever-se
         lavar-se                fixar-se                queixar-se

5. Partícula expletiva (partícula de realce):
     É usada para realçar, dar destaque a uma idéia:
         As nossas esperanças se foram para sempre.
         A platéia riu-se das piadas.

6. Conjunção Integrante:
     A oração por ela iniciado integra a anterior e equivale à palavra “coisa”.
      Não sei se irei.  
      (Qual a coisa que não sei? - se irei é a “coisa” que não sei.)
      Não notei se a porta estava aberta.
                   (Qual a coisa que não notei? - se a porta estava aberta é a “coisa” que não notei.)
7. Conjunção Condicional:
     Estabelece uma relação de condição.
         Seria bem melhor se ela voltasse para mim.
         Eu só irei, se você quiser.

domingo, 20 de março de 2011

A PALAVRA QUE


·    A palavra  QUE  pode ser:
  1. Substantivo:
Quando puder ser substituído por alguma coisa, qualquer coisa. Ocupa o lugar de um substantivo de sentido genérico.
     É sempre acentuado e vem antecedido de um artigo ou uma palavra adjetiva.
·         Esta menina brasiliense tem um quê de graciosa.

  1. Pronome:
a)     Pronome relativo: equivale a uma expressão que contenha a palavra qual (ou quais). Refere-se a um termo anterior. Pode desempenhar várias funções dentro da oração em que se encontra (sujeito, objeto...).
·         Os alunos que foram chamados ontem já se apresentaram à direção.

b)     Pronome substantivo interrogativo: pode ser substituído por qual, que coisa... em perguntas diretas ou indiretas.
·         A que vocês se referem quando falam de assunto tão sério?
·         Quero saber a que eles estavam se referindo naquele momento de decisão.

c)      Pronome adjetivo interrogativo: ocorre em perguntas diretas ou indiretas mas acompanhando um substantivo.
·         A que fatos eles se referem todas as vezes que se pronunciam?
·         De que ingredientes é composta essa receita?

d)     Pronome substantivo indefinido: quando puder ser substituído por outro pronome indefinido qualquer. Serve como núcleo de uma função que seria própria de um substantivo (sujeito, objeto...)
·         Esse produto que me apresentas é feito de quê?
·         Que está acontecendo nessa sala para que todos fiquem alegres?

e)      Pronome adjetivo indefinido: quando se refere a um substantivo funcionando como adjunto adnominal.
·         Que alunos comportados!
·         Que turma mais agradável de se trabalhar!



  1. Preposição:
     Aparece sempre ligando dois verbos numa locução verbal.
     Pode ser substituído por de.
·         Temos que estudar bastante para as provas desse trimestre.

  1. Interjeição:
Quando é usada para exprimir um espanto, uma admiração.
      Sempre aparece acentuado.
·         Quê! Vocês ainda estão por aqui??

  1. Advérbio:
    Quando estiver modificando outro advérbio ou um adjetivo.
     Tem o mesmo valor de quão.
·         Que longe eles moram!

6.    Conjunção:

a)      coordenativa explicativa:
          Volte cedo que a mamãe está esperando.
b)      coordenativa adversativa:
          Outro que não eu, estará presente.
c)       coordenativa aditiva:
          Chora que chora sem parar.
d)      subordinativa temporal:
          Dois dias passaram que dali saímos.
e)       subordinativa final:
          Rezei que nossos colegas voltem bem.
f)        subordinativa consecutiva:
          É tão bom o bolo feito por Marina que quero mais.
g)       subordinativa concessiva:
          Chato que me julgassem, não recuei.
h)      subordinativa comparativa:
          Fernando é mais alto que Francisco.
        i)   subordinativa integrante:
           Gostaria que voltasses cedo.

  1. Partícula expletiva:
Quando puder ser retirada da frase sem alterar o sentido.
     É um elemento meramente estilístico. 
     Aparece, também, na locução é que:
·         Que que vocês querem aqui?
·         Marília é que é linda.